Prefácio Bernard Schmitt​

É com muita alegria e satisfação que vejo nascer um livro «História abreviada da UMEM», com que sonhava há alguns anos.
 

Depois da minha presidência a partir de 1997 – para mim inesperada, depois da morte súbita de Bernard Schmitt e só por mim aceite na condição de ser por um breve período, devido à minha idade e à minha convicção de que uma sociedade internacional deve ter rotação na sua direcção – comecei a pedir e a recolher documentos das sociedades nacionais, que raramente me foram fornecidos. Passo a passo, foi-se formando um conjunto de dados e datas por vezes não coincidentes.

O nosso novo presidente da UMEM, Carlos Vieira Reis – pessoa que tem excelente reputação e experiência em escrever histórias, nomeadamente relacionadas com a medicina, como se pode ver na extensa lista das suas publicações – tomou em mãos apresentar a História da UMEM aquando da realização do nosso Congresso.
 
Maravilhosa ocasião para nos apresentar a sua obra – na passagem da minha presidência para as mãos de uma jovem personalidade.
 
Foi com prazer que lhe transmiti os textos que possuía e as fotos recolhidas desde 1983. Que ele consiga fazer uma obra bem equilibrada e fácil de ler, um livro que transmita a impressão – mesmo que parcial – do que se passou e se passa no «mundo literário» desta profissão devotada a ajudar na vida e na morte, a sorte por vezes bem pesada dos seus contemporâneos.
 
Alguns escritores médicos olham as suas obras literárias como uma espécie de medicamento directo ou complementar da sua arte de curar, para outros significa talvez um passatempo, uma atitude narcisista, uma retrospectiva ou uma visão, uma mensagem, até um meio de manipulação política ou simplesmente um jogo de palavras, em toda a espécie de línguas e dialectos.

 

Escrever para se deleitar a si mesmo ou aos outros, ou talvez para informar, chocar, corrigir, chamar a atenção … Por uma ou outra razão, nós médicos, homens e mulheres, reunimo-nos em grupos nacionais, regionais e … internacional.

 

Disto nos fala o livro, conseguido graças a Carlos Vieira Reis. Os meus melhores agradecimentos, como antigo presidente e como simples participante neste movimento de médicos no mundo, vão para ele e os desejos de boa aceitação vão para este livro.

 

Tudo isto foi expresso no meu simples «francês federal suíço», cheio de erros do não-indígena, para os quais vos peço perdão.

 

Por fim, os meus agradecimentos ao autor, seguidos dos meus votos para o livro e para a nossa associação, a UMEM, agora na minha língua materna e de coração:

 

«Zruggluege isch e gueti Sach fyr no besser wyter-zgoh»
(A retrospectiva ajuda-nos a encontrar os melhores caminhos para o futuro).
 
(Tradução de Carlos Vieira Reis)